
Na Maçonaria Inglesa, o Arco Real é considerado a conclusão da "pura Maçonaria Antiga". Na Maçonaria Simbólica, o candidato é apresentado com uma série de princípios e dogmas eminentemente práticos que, se os praticar, pode esperar viver uma vida que agrade a seu Deus, embora o adore, e de serviço ao próximo. Mas o homem não é simplesmente um ser prático, ele tem um aspecto espiritual essencial em sua natureza. Esse aspecto espiritual é introduzido no Terceiro Grau, no qual o candidato é conduzido a uma contemplação do destino inevitável do homem, e se torna a mensagem central do Arco Real. Nesse sentido, a "pura Maçonaria antiga" pode ser vista como uma jornada de autoconhecimento e descoberta com o Arco Real, completando as lições práticas da Maçonaria Simbólica pela contemplação da natureza espiritual do homem, não substituindo, mas reforçando e apoiando o que ele aprendeu de sua religião.
Desde meados do século XVIII o grau do Arco Real tem sido trabalhado em lojas simbólicas do Reino Unido. Por muitos anos seguintes à reorganização da Maçonaria ocorrida com a união das Grandes Lojas Inglesas em 1813, a Suprema Ordem do Sagrado Arco Real se firmou como sendo a conclusão do terceiro grau, e hoje em dia é mais corretamente definida como a conclusão da “jornada através da mais pura e antiga maçonaria”.
Este é inegavelmente um passo recompensador e esclarecedor a ser tomado por um Mestre Maçom. A Ordem do Sagrado Arco Real oferece uma oportunidade para o Mestre Maçom encontrar respostas a questões abordadas na cerimônia do Terceiro Grau, bem como a continuidade de sua jornada maçônica em direção a uma conclusão espiritual.
A estreita relação entre o Simbolismo e o Arco Real é ainda mais enfatizada pelo fato de que o Soberano Grão-Mestre é automaticamente o Grande Primeiro Principal do Supremo Grande Capítulo. Os Supremos Grandes Capítulos do Brasil e da Inglaterra gozam de ampla proximidade, assim como sempre ocorreu no Simbolismo.